segunda-feira, 13 de agosto de 2007

A Morte, de Neil Gaiman

Não, não coloquei a vírgula no lugar errado nem o Neil Gaiman morreu. Estou me referindo a bela e encantadora persoganem que se chama Morte. Todos aqui devem conhecer a Morte, ou pelo menos um dia conhecerão huohauoh
Aquela caveira que usa capuz preto e segura uma foice na mão, que joga xadrez, que não diz uma palavra sequer e vem buscar a gente pra bater as botas?
É, essa também é a morte. Mas não é a irmã mais velha do Sandman. A irmã do senhor dos sonhos só não é oposto dessa outra morte porque também leva a gente dessa pra melhor.
A Morte é doce, simpática, irreverente, inteligente, cativante, adora conhecer as pessoas com quem dará um passeio; gosta de conversar, de entender as pessoas, de ajudar e de sorrir. A morte saboreia a vida mortal uma vez a cada cem anos pra entender melhor sua função, adora cachorro-quente e é gótica.
É aí é que está a parte mais interessante: parece óbvio que a Morte seja gótica porque a função dela é sombria e por que ela se veste toda de preto . Mas não é bem assim: uma das características da beleza gótica é seduzir sem ser vulgar, outra é de elucidar a solidão. E essa garota é assim. Quem já leu sabe do que estou falando, é díficil não se encantar por ela, quem começa a ler o gibi termina, pq afinal Morte é bela e nos encanta houha. Quem ainda não a viu, veja o desenho que fiz pois está bem fiel ao original(exceto pelas cores;é meu primeiro desenho feito todo em nanquim). E quanto á solidão, é só ler uma frase dita por ela pra entender: "Quando a primeira coisa viva existiu, eu estava lá esperando...Quando a última coisa viva morrer, meu trabalho estará terminado... Então, eu colocarei as cadeiras sobre as mesas, apagarei as luzes, e fecharei as portas do universo, enquanto o deixo para trás..."
E além disso ela sempre está com seu Ankh no pescoço. Por quê?
Porque o Ankh é o simbolo da vida, da fertilidade, significa que a pessoa que o porta sabe da preciosidade da vida pois aprendeu o que significa a morte, inclusive há uma obra da Idade Média chamada "O Livro da arte de morrer" que diz "aprenda a morrer e você viverá, porque não há ninguém que tenha aprendido realmente a viver sem ter também aprendido a morrer".. ars moriendi.., ou seja, a morte, apesar de seu trabalho, reconhece o valor da vida.
"História em Quadrinho é cultura", ainda existem dúvidas sobre isso?
E é a nona arte...
Mas é muito pra uma personagem só, não é?
Não, ela ainda será a atriz principal de seu filme (http://www.universohq.com/quadrinhos/2007/n11062007_04.cfm)
Espero que ela se saia tão bem nas telonas quanto nos gibis porque, afinal, Neil Gaiman transformou a Morte em arte. Aliás
para kem se interessou pela Morte: http://www.lojaconrad.com.br/NeilGaiman/Morte.asp
e pelo Neil Gaiman: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neil_Gaiman
http://www.neilgaiman.com/

domingo, 15 de julho de 2007

Sin City: Balas, Garotas & Bebidas

Abrindo a série de posts aki, começo por esta figura que originalmente foi feita pelo Frank Miller.
Leitor(a), esta é a Délia
-Prazer!
Délia, este é o Leitor(a)
Prazer é com ela mesma. Esta mulher, que era pra ter um olhar levemente inocente neste desenho e não teve porque o fziner aqui não teve habilidade artística suficiente pra reproduzir o trabalho do FM, então..., esta mulher, além de ter um belo par de olhos azuis, tem um belo par de p...ersonalidade, traços de personalidade huohuoeha. Ela é inteligente e muito sedutora: adora se fazer de mocinha. Não bastasse o belo corpo que o FM lhe deu, ela se utiliza de sua inteligência para se passar por inocente e ingênua para conquistar o bonitão Wallace. Não fosse ele estar apaixonado por outra mulher, teria caído nos braços dessa vilã; caído, em seguida, numa cova. Depois do assassino amarelo ela foi a personagem seguinte a ganhar um destaque: a cor azul-bebê contrastante inclusive com suas lingeries. FM deve ter passado muitas horas pensando nessa mulher: ela está muito bem caracterizada e desenhada. Sem dúvida é uma parte da obra de arte de nome Sin City. Tanto que fiz questão de desenhá-la.

para quem se interessar pelo trabalho do FM
http://devir.com.br/sincity/quadrinhos.htm

Apresentação do Fzine

Fiz este Fanzine como uma forma de me manifestar contra a marginilização da nona arte, ou seja, Quadrinhos, Graphic Novels e Comic Books.

Tá certo que existem muitos quadrinhos que são puramente destinados à aquisição de bens. Estas HQs geralmente estão permeadas por heróis super musculosos que sempre quase morrem, que têm crises de identidade e de personalidade e que fazem pontas em histórias de outros também super-musculosos. O que eu chamo de HQ de forminha: pega-se a massa do bolo fermentado, põe na forma e depois no forno, passam-se alguns minutos e, voila!, está pronta mais uma edição do super-bolo. Não são assim que as do Stan Lee são feitas?
Não é desta arte culinária que este blog tratará.
Mas há quadrinhos que são verdadeiras obras de arte. Quem já não se deliciou com Sin City, Ronin, Madman, 30 dias de Noite, Sandman, só pra citar alguns, sem dúvida não sabe o que está perdendo. É besteira pensar que a arte se limita à produção do argumentista (roteirista). Assim como nas outras oito artes, há também neste meio da arte seqüencial a genialidade artística e sua obra. Mas para apreciá-los é necessário tanto assimilar seus significados quanto sua linguagem e senti-la, assim como nas outras manifestações artísticas. E, para assimilá-las, só é preciso lê-los com a devida atenção.
Existe mais um motivo para minha manifestação. Já há algum tempo eu tenho andado meio farto disso, mas sexta-feira, 13 de julho, foi o clímax:
Estava eu todo animado para ir ao Anima Mundi e eis que, ao chegar ao local, fui transportado para uma creche: O pavilhão e as oficinas estavam transbordando de crianças. E qual o problema de crianças começarem a se familiarizar com as HQs?
Nenhum, eu apoio totalmente esse cenário. Mas não apoio o pensamento que motivou os pais a levarem seus filhos para lá:
Animação nem HQ são pueris, poxa!!!
Ou dê um Manara pra elas lerem, ou por que não um Crumb? houhoua.. acho que elas iam gostar da Gullivera,quem sabe?
O fato é que estamos no país da Turma da Mônica, daí para a transformação de HQ em coisa de criança é uma coelhada na cabeça.
É claro que neste Fanzine não vou me restringir aos quadrinhos apenas, pretendo abordar as outras formas de arte.

Sintam-se à vontade para se manifestar